A fé e a nossa comunidade LGBTQI+

Não é de hoje que existe uma relação delicada entre nós, pessoas LGBTQIA+ e as religiões. Descubra como cada uma das maiores crenças do Brasil e do mundo lidam com nossa comunidade.

Catolicismo

O discurso e a tradição de condenam a pratica homossexual. Durante a Inquisição, por exemplo, mulheres e homens da comunidade eram queimados vivos.

A última sinalização da Igreja em relação a nossa comunidade foi feita pelo o Papa Francisco, no entanto, na prática, a instituição segue abençoando apenas as uniões entre pessoas de sexos diferentes e com sermões que ainda sinalizam a nossa “prática” como ” pecaminosa”.

Protestantismo

Inicialmente, seguiu a tradição católica de condenação. Mas, como um de seus princípios e o direito à livre interpretação da Bíblia, deu margem ao surgimento da teologia inclusiva nos anos 1960, surgindo assim algumas igrejas inclusivas (como em casos de igrejas católicas também).

No entanto, a maioria das igrejas ainda se opõem a nossa comunidade, especialmente entre os evangélicos fundamentalistas.

Religiões afro-brasileiras
As pessoas da nossa comunidade e as religiões de matriz africana convivem há muito tempo. Na fe, existem divindades androgenas ou de carater bissexual, por exemplo.

São consideradas mais tolerantes que religiões monoteístas, mas ainda assim, alguns pais de santo proíbem comportamentos homossexuais em seus terreiros.

Espiritismo

De acordo com a religiao, um espirito humano nao tem sexo e pode ter varias encarnacoes. Pode- se habitar um corpo de um homem ou de mulher e amar pessoas do mesmo gênero. Não existe ( até onde conhecemos ) uma posicao oficial sobre a homossexualidade.

A maioria dos doutrinadores pregam que a questão mais importante é a promiscuidade, que tanto héteros como gays devem evitar. O julgamento é baseado na conduta moral, não na condição/orientação sexual.

Budismo

Nenhum discurso de Buda fala em homossexualidade. Porém, essa fé ensina que qualquer tipo de atividade sexual pode ser uma distração desnecessária. Os monges devem ser celibatários, por exemplo.

No oriente, um budismo tardio considera a homossexualidade uma ma conduta para o leigo, assim como o adulterio e o incesto, e atribui esse comportamento a um carma de vidas passadas. No ocidente, o budismo é mais liberal, evitando julgar as pessoas.

Islamismo

O Alcorão, livro sagrado da fé, condena. Nos paises de maioria muculmana, a homossexualidade e criminalizada ( excecao da Bosnia ).

Em sete deles, há a pena de morte: Catar, Ira, Mauritania, Arabia Saudita, Sudao, Emirados Arabes e Iemen. Surgiram grupos formados por imigrantes islâmicos nos EUA e Reino Unido que defendiam os devotos gays, mas logo receberam ameaças de morte de setores fundamentalistas.

Judaísmo

Os ortodoxos e os conservadores consideram o ato homessexual uma “abominação” baseados em trechos do Levítico, o mesmo livro citado por cristoes tradicionais.

Já os progressistas acham a prática aceitável e permitem desde 2007 que homossexuais se tornem rabinos, por exemplo. Setores reformistas até celebram casamentos gays. Porém, em Israel, as paradas do Orgulho  LGBTQIA+ costumam ser hostilizadas  por grupos ultratoxos.

Fonte: tab.uol.com.br/gays-e-religiao/

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