A revista People elegeu Jonathan Bailey, 37 anos, como o homem mais sexy do mundo em 2025.
Gay, talentoso e charmoso, ele representa um marco: a primeira vez que a masculinidade abertamente queer é celebrada no centro do desejo global. É bonito de ver — e simbólico.
Mas, ao mesmo tempo, é impossível não notar o padrão que continua se repetindo: Jonathan é branco, cis, magro e performa a masculinidade tradicional.
Ou seja, mesmo quando o desejo se abre para o “novo”, ele ainda cabe dentro das mesmas fronteiras de sempre.
Sim, é uma vitória — mas é uma vitória dentro do possível, não fora dele.
Ainda estamos falando de um homem que se encaixa no molde que o mundo aprendeu a admirar.
E se o mais sexy do mundo fosse um homem trans, um gay afeminado, um corpo gordo, ou um homem negro? Será que o título seria o mesmo?
Talvez o verdadeiro avanço venha quando o “mais sexy” não for medido por quem cumpre o padrão, mas por quem desafia ele.
Enquanto isso, seguimos celebrando — e questionando —, porque a mudança começa no desconforto de perceber o que ainda não mudou.

























